[RESENHA] Espelho dos Olhos, de Nicolas Catalano

Postado em 15 de março de 2016 às 08:39 por

Hey cupcakes! Hoje é dia de resenha do autor parceiro, simpático e fofo - mas que me fez ficar com vontade de dar uns bons tapas (merecidos!!!!) Nicolas Catalano. Caso você não conheça, fica aqui meu convite a conhecer essa história distópica diferente e inusitada, que vai te fazer prestar muito mais atenção nas cores dos olhos...


Espelho dos OlhosSinopse: E, se por causa de uma revelação, sua vida mudasse? E, se por causa de ser quem você é, as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso. Enquanto Evangellyne Allins tenta sobreviver a uma Escola tirana, num país onde cores de olho, Elites e Classes de Talento são o que importa, a vida de seu querido pai está em tremendo risco. Esse foi o preço de sua manifestação. Será que valerá a pena enfrentar todos os seus reflexos mais profundos e íntimos pela pessoa mais amada? Tortura. Medo. Aversão. Evangellyne será forçada a descobrir-se quer queira quer não. Ela será obrigada a arcar com as consequências desoladoras de sua manifestação; e seu interno, o estado Espelho dos Olhos, a transformará inconscientemente.

Mas... De que adianta tanta energia e luz se me sinto entorpecida na maioria das vezes?
RESENHA

E se o fato, de simplesmente seus olhos serem da cor que são, pudesse mudar sua vida do avesso, para algo que você jamais imaginaria? Se isso viesse repleto de julgamentos, "compreensíveis" mas sem efeito algum pra você, e estes mesmos julgamentos, fizessem pensar ter vivido em uma mentira, até hoje? É com essa  outras questões que somos apresentados ao universo  de Espelho dos Olhos. O cenário é um lugar completamente novo, um mundo distópico, onde a sociedade é dividida e tem funções diferentes por causa da cor dos olhos. Porque isso muda tudo. Completamente.
- Apenas sei que espelhos possuem reflexos [...] e que dias são apenas escolhas.
Nessa narrativa, conhecemos Evangellyne Allins, uma jovem  de olhos verdes, de cabelos loiros e de um coração puro e maravilhoso, que vive com seu pai na Ilha do Sul, em um país reconhecido pela alteração genética nomeado de Stravânsia (Transilvânia, Diabo da Tasmânia, só conseguia pensar nisso no início do livro, é como soa) - um país que somos apresentados à suas raízes logo no prólogo, e que é estritamente necessário, para que se entenda como o mundo se dividiu. Onde cada pessoa com olhos de determinada cor, tem habilidades específicas que são desenvolvidas ao longo da vida e também com a ajuda de uma Escola Talental. Uma Escola, que diga-se de passagem, leva fortunas em suas mensalidades, e propõe o desenvolvimento dos alunos e até mesmo uma visita à Árvore de Rostos (ô menino que tem criatividade, adorei!). 
Como ousaram duvidar de olhos sinceros, tão nítidos, como esses?
Falando em habilidades, por exemplo, existem os Guardiões, que são aqueles que possuem olhos castanhos, e tem como habilidade proteger, algo ou alguém; os Guerreadores, que tem habilidade especial para lutar e se tornarem matadores e tem olhos amarelos, dentre outras Classes e outras íris.
Mas a nossa Evangellyne, é uma mocinha diferente. Devido aos seus olhos verdes, ela tem uma Classe de Talento. Ou deveria ter. É o que ela pensa e também o que todos dizem, apesar das suas habilidades nunca terem se manifestado. Ela deveria ser uma Glorificadora. Afinal, olhares não mentem e o brilho dos olhos é completamente real, não é mesmo?
"O motivo do nascer só é válido se ele resultar em uma adequada razão"
 No entanto, algo inusitado acontece, de forma rápida e quando você percebe, já não está mais ali. E o que antes parecia tão certeiro na vida da srta. Allins, vai para o espaço! Os planos foram novamente... Trocados. E é aí que ela se vê indo para a Escola Talental, se tornando uma pessoa que não é e vivendo uma vida que ela não queria, tudo por um motivo... Muito especial. Mas por que tudo isso aconteceu? Para onde ela vai? O que vai viver? Como vai ser daqui para frente? Por quê? Por quê ela?

Confesso que no início, me senti um pouco confusa. Confusa por ser um país novo, uma identidade nova, tudo diferente. Mas aos poucos eu fui me acostumando, e depois, eu entendi que realmente precisava de um capítulo que desse um nó, para que eles fossem se desfazendo logo a frente. Quando pegava o livro, podia esquecer, que eu já estava dentro daquele universo, afinal: quem nunca se sentiu diferente? Quem nunca foi julgado? Quem nunca...? E além do mais, eu me senti a Guardiã depois que fui descobrindo a cada página mais e mais (aquelas!). 
Hoje em dia, pode-se ter a própria conclusão em apenas uma unica e sofisticada aparência exterior. Assim que a pessoa com uma aparência exterior bem elaborada é vista, o humano, com sua visão limitada, constrói a vida dela em segundos, junto aos seus costumes, na própria mente.
A narrativa ocorre em primeira pessoa, o que poderia dar super errado, mas deu super certo. Evangellyne não é do tipo egocentrista, contudo, é uma garota boa, tem compaixão, pensa no próximo. Assim, precisávamos ter o ponto de vista dela, precisava ver através dos olhos dela, a forma como ela via o mundo, como seu coração batia através dele, absorvendo o bom das pessoas e sempre lutando por aquilo que desejava. Surgiram alguns personagens, que no começo me fizeram amar e depois eu não queria mais vê-los no final da história, outros eu nem ligava e no final só queria eles. Outros ainda em formato de pelúcia (juro que imaginei algo bem cinematográfico ao estilo Harry Potter). E juro mesmo que o final me fez pensar em uma mistura da cena de Enrolados e Senhor dos Anéis, não me pergunte porquê a comparação, mas imaginei dessa forma. Certos momentos me fizeram lembrar de tantas histórias, mas ainda com sua peculiaridade e a escrita deliciosa e fluida do autor. 
O amor do meu pai é o único sentimento que me faz viver.
Eu, como uma romântica literária incorrigível, senti falta de mais romance. O romance que tem no livro é bem leve, e eu entendi o motivo (afinal o motivo é todo motivador e requer a motivação da garota motivada para o motivo - sem spoiler, né, entendedores entenderão rs), mas eu como me apaixono fácil por personagens, queria, tipo, aqui do meu ladinho (HAHA). Já em relação aos outros personagens, me identifiquei bastante com uma certa moça de cabelos azuis a certa altura do campeonato e também com vontade de puxar uns cabelos de certas rainhas por aí, mas como eu digo, casos da vida literária, né? 

Não sei se perceberam, mas lotei de quote aqui também, porque simplesmente, eu identifiquei trechos que me chamaram muito a atenção e marcaram a leitura. Outra coisinha: alguns errinhos ortográficos, mas nada gritante (Sangue Quente, tadinho), folhinhas amarelas, fontes em tamanho confortável e uma diagramação simples e bonita, além do cheirinho de livro novo e um autográfo todo especial pra mim. Tem como achar ruim dessa minha edição? E a capa gente? Ai, ai...Fora que o título do livro, além de ter todo um timbre poético, ele tem um significado muito interessante, valeu super a pena saber. (Só quero saber o que vai acontecer no segundo agora, Nicolas, me dá uma luz!!!)
A vida não foi feita para ficarmos um com raiva do outro. Devemos procurar a nossa própria felicidade e não a do outro. Pois é a nossa que nos move e nos faz sentir aquela sensação boa em relação a quem somos para transmitirmos o bem
E eu, que escrevo, escrevo e escrevo e não tenho palavras para demonstrar a gratidão pela parceria e claro, pela oportunidade de conhecer a obra. Já quero a continuação, é claro, porque com esse final!!! Vou te contar, quis dar uns ataque de pelanca, por que né!!! Um dia, eu juro que supero...
A lição pode ser dolorosa. Mas, às vezes temos aquilo que merecemos.
Então fica aqui a minha dica, para esse talento da literatura brasileira, provando sim, que autor nacional faz cada história, como diz a Donna, babar doce de leite! :)

#TeamGory  


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9 comentários

  1. Oii Pâm,

    Fiquei instigada só de ler a sinopse e depois veio a resenha e esses quotes maravilhosos, fiquei super curiosa com o livro e quero mais!!
    Linda resenha!

    Beijos Mila
    Daily of Books

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  2. Pâaaaaammmm!!!!!!!!!11
    Eu devia comentar alguma coisa sobre, mas to tão empolgado por ter voltado a postar que nem sei o que dizer.
    Mas eu tenho um anuncio, estou preparando uma surpresa para alguns amigos de blog, e é tão fantastica que eu ainda não pensei qual é. hahahahahaha
    quatroselos.blogspot.com

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  3. UAL que resenha incrivel, vou comprar o livro imediatamente, parabens!!!

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    1. obrigada Anonimo, espero que goste tanto quanto eu, e volte sempre aqui :)

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  4. Oi Pâm!
    Saudadinha de você! <3
    Gostei da dica, achei a premissa bem diferente. E acho legal conhecer obras nacionais, pois tem muita coisa boa na nossa literatura!
    Beijos,

    Priscilla
    Infinitas Vidas

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  5. Oi, Pam!
    Tudo bem?
    Infelizmente essa historia não me atraiu tanto... =/
    Mas que bom que foi uma boa leitura pra você.

    Bjão.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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  6. OI PAAAAAAM

    Gosto muito desse tipo de livro que faz com que a gente mergulhe no universo e esqueça a realidade lá fora. E achei interessante a sua opinião: Que tudo iniciou num nó e foi preciso dar continuidade pra que as coisas se desenrolassem. A capa é bem bonita também!

    beijo
    beinghellz.blogspot.com

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  7. Ando meio saturada desse estilo de livro mas o enredo parece bom...


    Seguindo. Comecei o blog agora, agradeceria se desse uma olhada.
    Abraços.
    http://aressacaliteraria.blogspot.com.br/

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  8. Adorei a resenha. É sempre bom conhecer outros autores nacionais.
    Fiquei curioso para ler essa distopia!
    Abraços
    Blog do Ben Oliveira

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