Postado em 10 de setembro de 2018 às 07:10

[RESENHA] A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson

Hey cupcakes! Já começar a segunda assim? HAHA O título é muito ousado, eu sei, mas talvez seja o gatilho para começar algo diferente.Tá aí um livro que tá todo mundo falando dele - seja bem ou seja mal, tão falando de mim! - e eu resolvi ler pra ver.. E vem cá que eu te conto o que achei dessa leitura!

A dor tem um propósito

Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se. Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e diz, olhando nos seus olhos: você não é tão especial. Ele conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão. Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.

RESENHA
Já vou começar com uma frase que gostei muito e define grande parte desse livro: esteja disposto a vencer novas batalhas, a se programar para pular seus desafios e vencer o "chefão" do medo.
Tá aí um tipo de livro que eu não costumo ler. Desenvolvimento pessoal. "Autoajuda". Um tal de ligar o botãozinho do F que muita gente já tenta fazer hoje em dia. E esse é exatamente esse tipo de livro, mas o que promete fazer você ligá-lo de forma sutil, bem sutil... Mas será que o autor consegue seguir a linha até o final do livro?
A felicidade está em resolver problemas. Repare que a palavra-chave é “resolver”. [...] A verdadeira felicidade só se dá quando você descobre quais problemas gosta de ter e de resolver.
Mark Manson inicia o livro com alguns exemplos bem-sucedidos que, em algum momento da vida, ligaram o fod*-se e acabou que agregou muito mais do que se eles continuassem se preocupando com os velhos problemas, com as velhas preocupações, tratando com prioridade o que na verdade nem é tão importante assim. E é muito engraçado como você pode, facilmente, se identificar em diversos trechos da leitura. Mark vai falar porque é importante você aceitar seus pontos ruins, assim como os bons, e não necessariamente porque algo é ruim que não vai agregar nada pra sua vida, e também não porque é bom que vá fazer algum bem pra você. 
Assim, a felicidade é uma forma de ação; é uma atividade, não algo que você recebe de forma passiva, que descobre magicamente numa lista do Buzzfeed ou com algum guru. Ela não surge quando você finalmente ganha o suficiente para construir mais um cômodo na sua casa. Ela não está esperando por você em algum lugar, alguma ideia, algum emprego… nem num livro, aliás.
Em alguns momentos, achei realmente o livro agregador, dando alguns tapas na cara, falando para sair um pouco do "se importar" para algumas coisas que realmente só vão te fazer mal quanto mais você se importar (digo isso por experiência própria, apesar de ainda não conseguir ligar o botão do F para elas). Sério! É muito legal. Em 70% do livro super me senti assim - ele dá exemplos plausíveis que te fazem analisar a sua vida e o que você está estagnando que não consegue vencer: velhos medos, as dúvidas de sempre, a falta de coragem de seguir para o próximo passo. E talvez você deva ligar o fod*-se para algumas dessas coisas sim! Arrisque-se. Tente. Vença os seus próprios limites. Esqueça e ignore os seus antigos preconceitos. Se você acha horrível pessoas caminhando na rua de manhã, bem, torne-se essa pessoa - o seu coração agradece, as artérias e a sua circulação. Talvez não seja tão ruim - esse é um exemplo bobo, claro que existem ruins, mas digo que talvez não seja tão ruim "se tornar a pessoa que você mais temia".  Talvez isso te faça sentir melhor.
Se você sente algo ruim, é porque precisa agir. Da mesma maneira, sentimentos bons são a recompensa por agir certo. Quando você se sente bem, a vida parece simples e basta aproveitá-la.
Mas em outros momentos, não achei que o autor se saiu tão bem assim: o autor liga o "fod*-se" pra tudo, e para coisas que, epa, jovem, não é assim que eu vou fazer só porque você acha que é assim. Ele fala sobre sentimentos que devemos controlar, mas meu filho, isso vem com o tempo, não posso deixar de sentir hoje ou amanhã. Simplesmente jogar o "Fod*-se" não é pra TODAS as situações. Calma. Pode ser usado, mas com moderação. Tudo que é demais acaba virando exagero. Sei que ele fala mais pelas atitudes que deve ter em relação a isso, mas ele estava indo super bem no parágrafo e intercalava com uma frase que me incomodava. Não aquele incomodar de "meu Deus, estou fazendo isso totalmente errado!" mas sim aquele de "Meu Deus, apaga!"
Não é porque algo causa uma sensação boa que é bom. Não é porque algo causa uma sensação ruim que é ruim. Sentimentos são apenas sinalizadores, conselhos dados pela neurobiologia, não ordens. Portanto, nem sempre devemos confiar neles. Pelo contrário: acho que precisamos criar o hábito de questioná-los.
Apesar desses "poréns" (não sei se existe essa palavra?), achei um livro bacana para se ler. Poucas páginas, uma diagramação simples e bem-feita. Capítulos não são tão longos e há pequenos "trechos" durante os capítulos que podem ser parados quando você precisar parar a leitura sem medo de ser feliz. Obrigada Intrínseca. Ah! E claro, na Bienal do Livro de São Paulo ele teve uma parte especial na Intrínseca e ADIVINHA QUEM LIGOU O F*DA-SE? eu eu eu e meu amigo! HAHAHA divertidíssimo!
 Ah! E vocês já leram? Gostaram? Não leu mas tem interesse? Conta aqui pra mim que a gente vai conversar!

Classificação: ⭐⭐⭐⭐

24 comentários

  1. Estou doida por esse livro, ele já está na minha lista :)

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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  2. Oiii Pâm

    Imaginei que teria alguns excessos mesmo, dificil o autor não acabar exagerando em algum ponto, ainda assim o livro é interessante e eu acho que tme mais positivo do que negativo no geral, com certeza. Eu quero ler, esse titulo inusual ja tinha me chamado a atenção e a resenha me convenceu em dar uma oportunidade.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Oi Liceee
      Sim
      É o tipo de titulo que chama a atenção, e apesar de não ser um livro perfeito, é interessante pra gente sair da zona de conforto, né?

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  3. Oi Pâm

    eu tenho curiosidade mas n parei pra lê-lo realmente!

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  4. Respostas
    1. KKKKK
      sim, eu sei, tb não é meu genero favorito mas ajuda bastante

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  5. Amei sua resenha, já tinha visto uma resenha sobre ele mas não me animei. Depois de ler a sua fiquei bem animada para conhecer!

    www.kailagarcia.com

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  6. Oi Pam,
    Que chique o seu gif adorei!!
    Estou bem curiosa pra ler esse livro, também ando lendo vários comentários.
    Eu sou uma pessoa meio hipócrita porque vivo falando e pregando o desapego, mas em algumas coisas não consigo tacar o foda-se. Amei demais saber mais e os quotes!

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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    1. Oi Nana <3
      Obrigadaaaaa , gif da bienal rsrsrsrs
      comigo é difícil também, Nana, eu não consigo rs
      é dificil e eu não quero, pra falar a verdade rsrs
      mas a gente consegue aos poucos

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  7. Ainda não li Pâm, não sei se iria curtir muito a leitura, justamente por conta desse exagero na narrativa. Mas o livro tá fazendo MUITO sucesso, né? Todo mundo lendo e gostando. Beijo, beijo :*

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    1. Isso é verdade...
      Não foi a minha leitura favorita, mas foi bacaninha até, viu....rsrs

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  8. como eu sou muito apegada estou precisando muito aprender a ligar o foda-se haha

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  9. Ouvi falar muito desse livro, eu também não costumo ler esse gênero, mas tem uns que parecem valer a pena, como esse. Adorei sua resenha (e o gif no final tbm haha)

    Beijo
    http://www.leiapop.com/

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    1. OBRIGADA bruna hahahahahahahah
      esse gif da bienal HEHEHEHEHE

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  10. Oi Pam, tudo bem?
    Apesar de não curtir muuuito esse tipo de livro, tenho curiosidade de ler esse título. Sou uma pessoa que me importo demais com os outros e com pequenas coisas, e acabo sempre me ferrando enquanto o resto do mundo fica numa nice. Acho que um pouco de Foda-se me faria bem. HAHAHA!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. Oi PRIH!
      é BEM ISSO
      eu também preciso desse botãozinho, sabe?
      mas tá bom né, a gente vai tentando ligar ele rsrs

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  11. Ahhh eu quero muito esse livro! Eu quase comprei ele essa semana. Agora certeza que vou comprar. Gostei muito da resenha!

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    1. AAAHA
      que festaaaaa
      obrigada <3
      se comprar e ler me vconta!

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  12. Oi Pam gostei da sua resenha principalmente para eu finalmente conhecer este livro pois na Bienal de SP minhas colegas sempre tiravam foto no painel deste livro.

    Bjs
    https://eternamente-princesa.blogspot.com

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