[RESENHA] Beleza Perdida, de Amy Harmon

Postado em 18 de janeiro de 2017 às 09:14 por

Hey cupcakes! Como vão? Hoje é dia de resenha de uma leitura maravilhosa que eu tive em 2016, bem no finalzinho do ano, para fechar com chave de ouro: Beleza Perdida, da autora Amy Harmon. Que tal conferir o que essa leitura tem de tão especial?



Sinopse: Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

RESENHA
Beleza Perdida não é série mas é um livro único e uma releitura de A Bela e Fera, claro que só por esse fato eu já quereria ler o livro, mas a capa ajuda e muito nesse quesito. Não tenho vergonha de ler livros pela capa, eu sempre acabo fazendo isso e, por vezes, isso pode decepcionar... Mas não nesse caso. 
Porque coisas terríveis acontecem com todo mundo, Brosey. Ficamos tão voltados para os nossos próprios problemas que não vemos toda a merdda em que as pessoas estão charfudando.
pág. 215
Confesso que pela sinopse, eu achei que estava fugindo muito de A Bela e a Fera e deixei o livro na estante por cinco meses, passando O Ar que ele respira, que já fiz resenha inclusive, na frente. Mas, depois de algumas leituras, eu falei: por que não? E qual foi a minha surpresa ao gostar muito de conhecer a história do Ambrose e da Fern.
Havia lido milhares desses livros. Machos alfa, abdomes tanquinho, olhares poderosos, finais felizes. Mas ninguém nunca se compararia a Ambrose Young. Nem na ficção, nem na vida real.
pág. 13
Vou evitar ficar falando mais do que a sinopse, que está muito boa, tanto por não revelar realmente a história quanto por deixar no ar realmente o que acontece e acho que essa é uma das graças principais do livro, as surpresas que temos ao longo das páginas e os acontecimentos são doces na medida, suaves e pesados quando precisam ser... Então vou comentar sobre o livro em si
Como seria a sensação de ser bonito e ter a beleza levada em bora? Seria mais difícil do que nunca ter conhecido a beleza, para começo de conversa? 
pág. 127
Beleza Perdida não fala só de amor, ele tem amor, ele é amor, e fala dele através de muitas perdas e não só da beleza como o próprio título em português sugere (em inglês, o título é Making Faces, algo como criando faces, gerando rostos), mas também de perdas, tanto no individual quanto no plural, perda de entes queridos, perdas de algo intrínseco, perder a si devido aos muitos acontecimentos da vida e na guerra, e mesmo após ela, como devemos continuar seguindo em frente, mesmo que isso possa ser muito, muito difícil. 
Tanta coisa havia mudado que sua vida passara a ser tão irreconhecível quanto seu rosto.
pág. 131
As personagens são incríveis! Todos tem uma história difícil, principalmente o amigo em comum, Bailey, um jovem que tem uma doença que o deixa na cadeira de rodas ainda muito jovem, mas que tem um olhar muito otimista sobre a vida - o que te faz pensar: será que eu não reclamo demais das coisas? - que nós geralmente não temos e isso faz com que ele dê forças para as pessoas ao seu redor; Fern é uma garota que sofre da Síndrome da Garota Feia apesar de não sê-la, mas isso faz com que ela veja a beleza de uma forma singular e ela é a nossa Bela, isso porque ela é uma devoradora de livros e sonhadora; Ambrose é o típico cara popular, cabeludo ao estilo Hércules e lindo ao estilo literáro, mas ele não é arrogante e mau com as pessoas, ele é um doce e muito apaixonável, além de ser um lutador excelente, só depois que ele se torna um pouquinho do Adam do clássico da Disney e tem bons motivos para isso.
Os livros permitem que as pessoas sejam quem elas querem ser, para escapar de si mesmas por um tempo.
pág. 215
A escrita de Amy Harmon nos conduz de forma magistral, narrando em terceira pessoa com capítulos não muito grandes e nem muito curtos, na medida, e de uma forma que faz a gente chorar, arrepiar, e tentar ver de uma forma mais humana todos que estão ao redor, porque passamos por dificuldades e precisamos sim ver  a luz no final do túnel. Essa leitura me rendeu lágrimas e eu não queria terminar o livro. Devo dizer que a Galera Record anda super acertando nas apostas e seus livros são devoráveis tanto pelo conforto quanto pela qualidade da diagramação e revisão. 
Não existiria a tristeza se não tivesse existido a alegria. Eu não sentiria a perda se não tivesse existido o amor.
pág. 282
Nada do que eu disser aqui vai dizer o quanto essa leitura foi especial pra mim - essa Síndrome de Garota Feia eu acho que ainda sofro até hoje, assim como muita gente e a paixão por livros, ai! - tanto por narrar uma história bela quanto me surpreender, não só o final, que eu não esperava por certo acontecimento como a forma que ocorreu, quanto pela maturação das personagens e da vida... Como ela muda, não? Amei demais e é um livro que recomendo a todos e que vou levar para sempre no coração, com toda a certeza.
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Beijocas

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