[RESENHA] O Príncipe, de Katharine Ashe

Postado em 27 de novembro de 2019 às 05:06

Hey cupcakes! Hoje é dia de conferir a resenha sem spoilers do livro O Príncipe da autora Katherine Ashe publicada pela Leabhar Books.


Continue lendo para conferir!


RESENHA
O Príncipe nos traz uma história em um contexto antigo, mas ao mesmo tempo atual. Libby é a nossa protagonista nada convencional: ela sonha ser médica, algo impossível para sua época, onde apenas os homens tem esse direito e pensam que apenas eles tem essa capacidade. E o seu futuro está prestes a mudar quando ela se dirige a uma dissecação pública e, Mr. Kent, um retratista muito inteligente, que não poderia ser enganado por suíças falsas e feias, logicamente percebe. E.. Como eles já se conheceram no passado, foi praticamente impossível ignorar os lábios dela. 
A senhorita deve saber que faz com que um homem se sinta fraco e tolo.
- Isso é ridículo. Uma mulher não pode fazer de um homem nada que ele já não seja.
O que ele não poderia imaginar é que ela que lhe propusesse algo indecente: uma hospedagem na casa dele para que pudesse frequentar a universidade. Ele inicialmente diz não, mas à medida que muitas coisas vão acontecendo, bem.. Por que não reconsiderar a proposta em busca de um retrato da bela jovem com os lábios que não saem da cabeça dele?  
As pessoas raramente são o que os outros pensam delas. 
Uma coisa que achei muito legal nessa leitura foi que, para nós, hoje em dia, é muito mais "fácil" uma mulher na medicina do que antes, que era estritamente proibido. Engraçado como a mente do homem, no geral, foi mudando e se adaptando ao longo dos séculos - não duvido nada de que possam ter acontecido situações parecidas de outras mulheres quererem ser médicas e não poderem porque não são 'homens'. E esse choque cultural foi interessante para ver como a cultura, anos e tudo aconteceu. Também é interessante ver como os homens se comportavam ou como deveriam se comportar para determinado cargo, manter as amizades, etc. É muito interessante a leitura de O Príncipe para um contexto histórico: mostra muito como a sociedade não estava preparada para as atitudes que as mulheres queriam ter ou mesmo se propunham e tinham. 
Toda mulher deveria saber ler. Quanto mais uma mulher lê, mais ela está no comando do seu próprio destino. 
Algo que me incomodou foi em que determinado momento da leitura, ela se perdeu um pouco : se torna um pouco maçante, mas a leitura retoma ao seu ritmo algumas páginas depois. Essa parte se torna um pouco repetitiva em alguns momentos e por isso não nos sentimos tão engajados. Mas depois tudo se recupera, como eu disse. Uma coisa que eu achei diferente nessa leitura: O livro tem seus momentos quentes e achei isso diferente num romance de época: tem muitas insinuações e Libby mesmo é mais direta, assim como Kent. Um tanto quanto diferente para a década que se passa o livro.
- Antes de você só havia fogo.
- Eu sou a chuva?
- Você é o dilúvio. 
O Príncipe é aquela leitura imprescindível para entender um pouco da cultura feminina e da implementação de uma ideia mais liberta para o que já foi chamado de "sexo frágil" - Libby não tem nada de frágil, ok, meninxs? - e isso abre um leque e a mente. Uma leitura agradável e inteligente, ajuda na construção da história não apenas de Edimburgo mas do mundo todo para as mulheres. Vale a leitura!

Classificação: ⭐⭐⭐⭐

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3 comentário (s)

  1. já adorei conhecer esse romance histórico que aborda essa questão do "sexo fragil" nada fragil, sendo agradavel e inteligente de ler já fiquei curiosa pra ler tbm

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  2. Oi, Pamzinha!

    Nem fale! Na minha área então de laboratório, algo que antigamente também era restrito a homens/médicos, hoje em dia só tem mulher basicamente! 90% é do sexo feminino, e é maravilhoso ver como as coisas mudaram, e como a mente e a visão das pessoas funcionava de uma forma tão pequena nos tempos antigos. Fiquei curiosa com a obra!

    xx Carol
    https://caverna-literaria.blogspot.com/

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  3. Oi Pâm! Dá até nervoso pensar no tanto que nós mulheres já fomos privadas ao longo dos anos. Ainda temos um longo caminho a seguir, mas GRAÇAS AS DEUSAS já evoluímos muito, né? A premissa do livro parece ser muito bacana! Beijos :*

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