Postado em 19 de novembro de 2018 às 08:04

[RESENHA] O diário de Anne Frank

Hey cupcakes! Hoje é dia de resenha de um dos depoimentos mais famosos da Segunda Guerra Mundial, então vem cá conferir que eu tenho algumas coisinhas pra falar!
Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.
RESENHA
Eu queria sair da ressaca literária. Eu queria ler algo diferente de um romance chick lit que ainda não desenrolei. Eu achei esse livro perdido na estante, numa promoção que acabei comprando nas Lojas Americanas há algum tempo. Mas até então eu tinha deixado pra lá a alemã de origem judia que tinha muita coisa pra falar. E chegou a hora da gente conversar
Na teoria, você já sabe tudo. Mas e na prática? A história é outra!
pág. 127
O diário de Anne Frank trata de relatos reais sobre a família Frank que, durante a segunda guerra, do período de 1942 a 1944, ficaram presos no sótão de uma casa em Amsterdã, o que a família apelidou carinhosamente de "Anexo Secreto". É realmente um diário e os dias vão passando e podemos ver que seria um diário comum de uma garota de 13 anos que vive as dúvidas e curiosidades da adolescência não fosse pelo detalhe de que seus relatos são reais e contam como realmente era estar na guerra, a escassez de alimento e higiene, o som das bombas, o desespero, o sono que não vem esperando que algo caia sobre a sua cabeça.
Quem mais, além de mim, vai ler estas cartas? Com quem mais, além de mim, posso procurar conforto? Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraca e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias resolvo ser melhor.
pág. 152
Não chega a ser uma biografia, mas podemos ver o bom relacionamento de Anne com seu pai, que é o seu favorito da família, com Margot, sua irmã mais nova, Peter, um rapaz de outra família de judeus que precisa dividir o Anexo com eles e se torna seu grande amigo, e a mãe, que Anne tem um relacionamento conturbado. É um livro forte, com alguns trechos que foram proibidos inclusive em algumas escolas por conter trechos e descrições explícitas.  O sentimento na leitura foi um pouco de curiosidade (tenho muita curiosidade em ler coisas das Guerras, não acho "legal" a guerra mas é cultura e sem dúvidas há muitas histórias não contadas ou não lidas que foram deixadas por aqueles cidadãos inocentes), desespero, ficar abismada com as situações que as pessoas precisavam se sujeitar para sobreviver e como era a cultura judia.
Ninguém quer ver o perigo até que ele aparece cara a cara.
pág. 193
Ficar sob custódia da liberdade é algo pesado. Eles precisavam passar o tempo, então estudavam diversos idiomas inclusive por correspondência, precisavam ocupar as mentes para evitar a depressão, Anne gostava de árvore genealógica e mitologia, por exemplo, então temos um pouco do seu estudo . Podemos ver que Anne vai  ficando mais triste com os dias, ela narra episódios de explosões e acordos que são colocados no noticiário... Algo bem crítico e cru, ela fala de uma forma crua e típica dos adolescentes para o seu diário que ela deu o nome de Kitty. Com Kitty ela fala sem pudores, sem medo e conta seus diversos segredos.
Parece um pesadelo que continua durante muito tempo depois que acordo. Eu o vejo quase todas as horas do dia e, mesmo assim, não posso estar com ele, não posso deixar os outros perceberem, e tenho de fingir alegria, mesmo com dor no coração.
pág. 209
É meus cupcakes, você realmente vai entender lendo. Em alguns momentos, principalmente no início achei um pouco cansativo, mas do meio para a frente senti que o ritmo e a escrita de Anne melhoraram consideravelmente. Acho que me apeguei ao pequeno romance que parece surgir durante a leitura, me identifiquei bastante. Essa versão tem um prólogo e um epílogo que conta um pouco do diário e para onde Anne foi. Você se apega aos fatos, à família e fica procurando brechas para um possível final feliz. Ah, cupcakes, é uma leitura pesada e depois que terminei continuei na ressaca (rs) mas recomendada para você que gosta de ler sobre Guerras, romances e meninas que precisam criar um novo significado de vida sob custódia dos seus atos.

Classificação:⭐⭐⭐⭐

18 comentários

  1. Oi Pâm! Como está?
    Menina, esse livro tbm está estacionado aqui na minha estante! Comprei uma edição linda dele na última bienal RJ por 10 reais *-* Preciso ler logo tbm, adoro clássicos!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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    1. MENINA
      QUE DEMAIS
      queria uma edição sensacional também <3

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  2. Eu nunca li esse livro, mas sei da importância dele. Quero ler um dia.
    Deve ser muito emocionante e serve mesmo de aleta pra que esses momentos horríveis que ela viveu nunca mais voltem a se repetir.
    Bela dica! :)

    https://heyimwiththeband.blogspot.com/

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    1. Ai Val, acho que vale a pena hein?
      simmmm
      Isso é verdade!!!
      obrigada lindona

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  3. Oi Pam,
    Ainda tenho muita vontade de conhecer esse livro, sempre bastante recomendado e elogiado. Uma pena que tenha esse lado cansativo, mas no geral parece trazer importantes mensagens.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  4. Hey Pam! Turupom?
    Comprei esse livro, e o meu catioro comeu antes mesmo que eu o lesse :(
    Obrigada pelo comentário lá no blog.
    Volte sempre!

    ~ miiistoquente

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  5. Oi Pâm, você acredita que eu tenho uma edição linda aqui em casa só que ainda não li?
    Vou tirar ela da estante no ano que vem, quando fizer minha maratona de clássicos!\o/
    Beeeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    1. Alê!!!!!![Eu lembro que voce mostrou <3
      É SENSA a sua capa
      voce vai amar, de verdade, ainda mais a sua edição acho que vai ser mais impactante <3

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  6. Acho que todo mundo consegue se identificar no pequeno romance que há no livro, é algo bem adolescente, na verdade, quando li esse livro, eu consegui me identificar com vários sentimentos de Anne. É realmente um ótimo livros para os amantes de história.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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  7. Oi Pam,

    Confesso que nunca tive vontade de ler, eu conheço um pouco do contexto, por conta da escola e das resenhas que li sobre o livro, mas é algo que não me chama muito atenção para ler. Eu já sinto uma dor profunda dentro de mim se formar, de ler algo desta época, sendo ficção, imagine saber que os relatos são reais, para mim não rola mesmo rs. Xero!

    https://minhasescriturasdih.blogspot.com

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    1. Oi Diiii
      puxa
      então, é bem forte em algumas partes :/
      é triste mesmo
      rsrs
      entendo
      rsrs

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  8. Oi Pamzinha!

    Acredita que também to numa ressaca literária forte? Não consigo pegar mais nada pra ler. Tenho muita curiosidade com o Diário de Anne Frank, sem dúvidas é um livro que nos transporta pelo tempo e numa montanha de emoções. Ler histórias sobre a guerra é uma coisa, mas um relato assim tão próximo é outra completamente diferente e muito mais impactante. Adorei a resenha!!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com

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    1. SIM ?
      É NOIS ENTÃO, Carol!!!
      Putz, ta dificil pra mim ler também, viu ? to com varias leituras empacadas! Vamos ver se nas minhas ferias eu volto um pouco

      eNTÃO! É verdade, é diferente mesmo...

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  9. Eu tenho esse livro e com certeza ele é bem forte e interessante.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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