[RESENHA] Pseudônimo Mr. Queen, de Lorraine Pivato

Postado em 7 de março de 2017 às 11:30 por

Hey cupcakes! Hoje é dia de resenha de um livro que teve sua publicação para inicialmente passear pelo Brasil a convite da autora Loraine Pivatto e como é sempre bom ter uma leitura diferente, eu aceitei e cá estou eu... Vamos ver o que eu achei?


Sinopse:O ano é 2012,
Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.
Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.
Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.
Agora serão 2 vidas:
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.
A nova sociedade começa a surgir:
Sem desigualdade,
Sem dinheiro,
Sem doenças,
Sem possibilidade de mortes prematuras,
Exceto por uma maneira.
Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.


RESENHA
Confesso que no início achei o livro um pouco confuso: ele era uma distopia dividida em três partes, por três personagens distintas mas que você vai descobrir o porquê ao longo das páginas. Isso porque estamos em 2012 e tudo mudou: agora não temos a nossa única vida que vivemos uma única vez, agora temos duas vidas: na primeira, ela começa da sua idade atua até os setenta anos; assim que chega exatamente aos setenta (na mesma hora,minuto e segundo que você nasceu), você "desaparece" dela e começa a sua segunda vida mas com vinte anos e vive até os cem. Sem doenças ou acidentes que possam te matar, sem morrer precocemente ou assassinado por alguém. Mas... Existe uma forma de morrer antes desse período? E... Quem detém esse segredo? Pode ser ele tão terrível 
Não deixe nunca que a sua felicidade seja dependente de nada e nem de ninguém. Seja simplesmente feliz por estar viva. Nenhuma pessoa no mundo, além de você, pode ser responsável por sua alegria.
As personagens que estão na divisão (para cada parte, temos uma personagem no título) são da mesma família e tudo começa com Regina e um foco especial na primeira vida pois é a partir dela que tudo começa a mudar; na segunda parte temos o foco na segunda vida e na terceira, bem, há uma forma de interação e ela está em evidência, pois há pessoas que conseguem ver o que acontecem nos dois mundos. Em alguns momentos essas personagens me davam nos nervos e eu queria sim que elas fizessem mais, sabe? Tivessem algo de diferente e excitante, mas houveram algumas partes que quando elas estavam fazendo algo diferente, não era exatamente o que eu aprovava (aquelas palpitera, sou dessas! HA mas eu não queria) e por fim, acho que esperava algo diferente, apesar de estar evitando sinopses desde dezembro de 2016 - salvo algumas exceções.
A vida é para ser tão simples, apenas cumprir com os nossos deveres e usufruir dos nossos direitos, sem passar por cima dos direitos dos outros, mas ainda assim tem gente que não entende.  
A autora tratou de uma forma interessante os problema comuns que não são mais tão comuns quanto eram: existe um sistema de pontuação para saber como está a média da sua vida - profissional, pessoal, sexual... - e algumas pessoas ficam obcecadas com isso. Não existem pessoas obcecadas com a beleza e com a ascensão social que chega a ser doentio? O livro trata disso, sim! E acho que esse é um ponto positivo.  Até que ponto o ser humano pode chegar? Lorraine tratou isso de uma forma com quotes pensativos para analisarmos se estamos deixando nossa vida de lado para tratar de coisas que são menos importantes... Estamos
Digam o que quiserem, mas não há nenhum golpe mais violento ao ego do que a rejeição daquele a quem nos dedicamos. (...) Aquela pessoa que talvez nem tenha percebido direito a nossa existência, mas na qual investimos todas as nossas atenções e pela qual melhoramos esperando por um reconhecimento que não vem.
As revelações no final do livro talvez não fossem o que estava esperando, mas contei como algo positivo e de certo modo surpreendente - ao menos para a situação das personagens. Um livro diferente e distópico sim, mas não com esse foco, algo mais romantizado e sem muitos clichês. Um pouco de drama em páginas brancas e fonte de um tamanho apropriado e a dificuldade com que temos de lidar com as pessoas e com as consequências dos seus atos... Interessante para se pensar... Mas e se eu vivesse mais? Como seria?  


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2 comentários

  1. Nossa, que ideia interessante dessa história. E bem maluca também! rsrsrs
    Mas sabe que eu curto essa nova visão de mundo, coisas que nos fazem pensar "e se tivéssemos mesmo uma outra chance de vida, faríamos diferente? Ou as pessoas estão fadadas a sempre fazerem tudo igual?"
    Amei as quotes que você selecionou, parece ser o tipo de livro que põe o leitor pra pensar sobre a vida e na nossa responsabilidade sobre ela.

    Obrigada por mais essa dica, Pâm!!
    Um grande beijo,
    Fernanda

    http://spaziodilibri.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Fer, olá!!

      É interessanate se for parar para ver... Essas distopias dão um nó na nossa cabeça, né?
      Será que faríamos???
      Obrigadaa! Fico feliz que tenha gostado <3

      beijocas!

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