[PEGA A PIPOCA] A Cabana

Postado em 15 de maio de 2017 às 14:02 por

Hey cupcakes! Cheguei para mais um Pega a Pipoca e hoje é dia de falar de uma adaptação literária maravilhosa que tive o prazer de conferir nas telonas. Estou atrasada, mas vamos lá?
Sinopse: A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em famí­lia e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre.

Quando li o livro em 2010, eu não imaginava que fosse ter um filme. Até porque em 2010 eu tinha quase meus 15 anos e já tinha achado a leitura algo muito abençoado e que foi me abençoando de uma forma positiva durante todos esses anos. Sempre na cabeça, sempre na lembrança.
Aqui, devo deixar um adendo para as pessoas que não gostam de filmes mais religiosos ou não tem vontade de ver esse: esse não é exatamente um filme sobre religião, ou religioso demais mas tem Deus, Espírito Santo e Jesus Cristo. E a crença está ali, mas não força você a acreditar, eu prometo.  A forma como eles são apresentados não força que você acredite neles, mas que veja sim, uma parte melhor no mundo e mesmo em você.

A Cabana acabou sendo uma grata surpresa. Tanto pelos autores quanto pelo enredo que está com um cuidado especial para as telonas, segue aqui! Mackenzie, interpretado pelo ator Sam Worthington de filmes como Avatar e Fúria de Titãs, é um homem comum que vai à igreja todos os domingos com sua família para nada mais do que acompanhá-los uma vez que nunca entendeu o relacionamento com Deus, o qual sua esposa Nan, interpretada por Radha Mitchell do filme Em Busca da Terra do Nunca, chama carinhosamente de "Papai". Eles são uma família feliz dentro da medida, com suas crianças. O mais velho, Josh, a do meio, Kate e a caçula Missy. Em uma viagem que Mack faz com as crianças toda sua crença é colocada a prova quando Missy é raptada e, desde então, ele nunca mais teve nenhuma notícia dela. Isto é, isso não parecia plausível e possível afinal depois de quatros anos ele acaba de receber um bilhete misterioso assinado por "Papai". Isso só poderia ser uma brincadeira de mal gosto, né? Afinal, além de ser assinado por "Papai" ele convida a retornar à cabana que sua garotinha sumiu por um final de semana. Mas o que Mack espera encontrar nesse lugar? Ele iria até o final? Você teria a coragem para enfrentar algo assim?
Eu confesso que não lembrava em grande parte dos atores ou não conhecia e não fiquei nem um pouco decepcionada com eles. Tim McGraw, o cantor country que a Taylor Swift fez uma música com o nome dele está como o amigo de Mack, Willie (na teoria, autor do livro homônimo), ele é doce, ele é duro, ele é um bom amigo. Ele está ali sempre que Mack precisa, alertando, dando bons conselhos. Kate tem uma dura batalha para vencer, ela está ali para nos mostrar que as crianças também sofrem com o peso da culpa, mesmo que não sejam delas e a pequena que interpreta ela já tem alguns filmes no currículo também para provar que fez um bom papel, como Mama, Garota Infernal  e A Garota da Capa Vermelha. Adorei Missy! Ela é tão fofa, tão doce e tem uma alegria tão própria que foi impossível não a achar tão carismática quando a Missy do livro e a atriz Amélie também já teve outros dois filmes no currículo. Aliás, o nome Missy da personagem é bem sugestivo na trama, e é por si só, um GRANDE spoiler. Falha do autor? Bem! Não sei rs

Resultado de imagem para the shack 2017 gif movieOctavia Spencer é um show a parte: eu ria e em minutos meus olhos estavam cheios de lágrimas. Ela é carismática, ela nos faz ver dentro de nós, eu gosto especialmente dela. E de Aviv Alush, que rapaz maravilhoso! Eu queria ser amiga dele no filme e fora também! E Sarayu interpretada por Sumire é tão maravilhosa que você quer colocar ela também num potinho. Alice Braga faz você ver um lado que existe tanto nas pessoas mais boas quanto nas pessoas "mais ruins"... Não deveríamos fazer as coisas com mais sabedoria, afinal? Aliás, esse é um filme que, independente de quem está falando luta muito com algumas mensagens sobre perdão, sobre amor, sobre pensar no próximo, sobre estarmos tão afogados em nossas mágoas que não conseguimos subir a superfície e nem ver à do próximo que está, muitas vezes na nossa família. Questiona algumas coisas que são muito importantes e (por que não?) saudáveis para nossa construção como ser humano.
Claro que algumas coisas foram modificadas da história original do livro, mas eu acredito que a construção que teve no filme, foi muito bonita e casou maravilhosamente com o enredo da história. Além disso, os elementos principais da história estão ali: o bilhete; um vestido vermelho; a cabana (que é mais bonita do que eu imaginava); o frio e as marcas de lembrança e do passado. Um personagem que cresce e desenvolve tão bem por toda a trama que você tem vontade de desenvolver com ele também e ser uma pessoa que faz coisas melhores. Certamente, é um filme que vai fazer você ficar pensando muito tempo de sair do cinema, e mesmo que não tenha cenas pós créditos ou uma trilha sonora sensacional (acho que poderia ter tido sim!) você vai pensar que gosta especialmente desse enredo ;) #entendedoresqueassistiramofilme

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4 comentários

  1. Eu li o livro há um bom tempo atrás também e mesmo me desprendendo mais de questões religiosas, gostei muito. Como você cita, não é um livro/filme sobre religião, mas sim sobre espiritualidade, o que me fez gostar muito da leitura. Ainda não assisti a adaptação, mas gostei muito de ler sobre ela em seu post. Espero poder assistir em breve <3

    Beijos
    Meu Outro Lado

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  2. Oiii, lindona. Tudo bem?
    Eu não sou religiosa e fujo de histórias que envolvam o tema. Mas algo me chamou para este filme e eu fui ao cinema assistir. E menina, eu senti o impacto, viu? hahahha Gostei especialmente desse filme <3 Confesso que no começo da Cabana, estava achando tudo muita piração, assim como o personagem. Mas a medida que tudo foi acontecendo, eu fui me entregando, assim como ele.
    Eu acredito em Deus, sempre acreditei, mesmo não tendo uma religião. Mas como você bem disse, o filme é mais do que isso. É sobre família, perdão, sobre seguir em frente, apesar de tudo.
    E é mesmo muito bacana a forma como tudo isso é inserido no livro. E menina do céu, também amei esse Jesus apresentado. Tão amigo, tão leal.
    A única parte que confesso, não curti, é quando o papai vira papai mesmo. Ainda bem que logo troca de novo ahhaha
    Um beijão
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  3. Yey Pâm!
    Sabe que até esse filme eu nunca mais tinha ouvido de nenhum trabalho do Sam Worthington! Eu até acho ele um bom ator, só que pegou uns papeis meio ruins infelizmente.
    Sobre o filme, eu não cheguei a assistir, vi os trailers e até tive vontade, até porque sabia que o livro é bem famoso. Mas, sabe dá uma satisfação quando a gente vê que gosta do filme, principalmente quando ele vem de algo que já mexeu com a gente no passado.
    quatroselos.blogspot.com

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  4. Eu vou assistir por você esse filme. Mas só quando lançar no Now. HAHAHAHAHAHA
    Preciso ler o livro, claro. O bom é que até lá dá tempo.
    Acho que preciso de algo assim, mais espiritual e emocionante.
    Ando chorando pouco nos livros ultimamente HAHAHAHAH

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