[PEGA A PIPOCA] Filme 2001: Uma Odisseia no Espaço

Postado em 19 de dezembro de 2016 às 17:30 por

Salve, salve galera! LP Voltando ao lugar de origem, ao local que pertenço verdadeiramente de colaborador do ID. E como de praxe, trazendo um filme ABSURDAMENTE COMPLEXO só pra mexer com a cabeças de vocês, mas não se preocupem, semana que vem tem a explicação no Quatro Selos.
No filme de hoje eu trago uma obra muito famosa, quem tem contato diário comigo sabe o quanto eu recomendo esse filme e na real, essa meleca de filme é tão famoso, mas tão famoso que eu já tô puto só de pensar que alguns de vocês talvez, sequer tenham ouvido falar dele.
E antes de mais nada eu preciso informar que não seguirei o formato costumeiro do Pega a Pipoca, porque esse não é um filme comum.
2001: A Space Odyssey ou no português, 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Pra começar esse filme é somente do diretor mais fodão de todos os tempos, Stanley Kubrick o maior diretor que o mundo já viu, só a título de comparação ele comia Nolans e Finchers no café da manhã!
Pra começar esse filme foi pioneiro em diversas formas de linguagem, como os efeitos especiais que beiram o surrealismo, além de não ter quase nenhum diálogo e um puta realismo científico. Esse filme é simplesmente referência para praticamente todas as obras que surgiram no cinema atual. Interstellar? 2001. Dr. Estranho? 2001. Gravidade, Perdido em Marte, Minority Report, Blade Runner, tudo 2001.
É interessante notar que ele não é uma simples adaptação de um livro, uma vez que filme e livro foram escritos ao mesmo tempo, com um tomando uma abordagem mais explicativa e o outro optando por te deixar no escuro.
O roteiro do filme se divide basicamente em quatro grandes atos:
Aurora do Homem:
Tudo começa quatro milhões de anos atrás, com uma pequena tribo de macacos convivendo com antas e então eis que a tragédia se abate sobre eles, quando um dos membros desse bando é
atacado e morto por um leopardo, para logo em seguida ser hostilizada por outra tribo quando tentavam alcançar um “olho d’água”. Aqui abre-se espaço para a poética de toda a cena, uma vez que esses hominídeos vivem em harmonia com a natureza. Quando nasce o próximo dia, eis que nos deparamos com uma visão que quebra todo o ritmo da película, um gigante monolito negro, suas formas sólidas e retas se contrastando com o ambiente e deixando os macacos em um primeiro momento com medo, mas depois despertando a curiosidade a ponto destes buscarem tocá-lo. Engraçado como uma coisa está relacionada a outra, pois ao tocar o monolito, eis que ocorre o despertar evolutivo da espécie: um hominídeo evolui e se “transforma” no Homem. Aquele ser observa uma carcaça de ossos no chão e, aos poucos, muito hesitante, pega um dos ossos mais robustos e começa a bater no chão e nos demais ossos. É a primeira vez que uma ferramenta é usada por ele ou por qualquer outro ser. Acabou a fome da tribo, pois as antas são abatidas para alimentá-la e, quando a tribo inimiga invade o território novamente, o osso é usado como ferramenta de dominação, sendo a cena final uma das mais icônicas do cinema até hoje. Nesse meio tempo vale ressaltar o show a parte que a trilha sonora dá, lembrando que a música desse momento, famosa nos dias de hoje, começou nesse filme. Eu acredito que essa passagem possui uma metáfora profunda sobre a condição de existência humana. Quando nós finalmente evoluímos a ponto de usar uma ferramenta, o que fazemos com ela? Uma arma.
AMT-1:
Essa parte gira em torno do Floyd que para em uma estação espacial na órbita da Terra para um descanso de sua viagem a Base Clavius na Lua. Depois de videotelefonar para sua filha, ele encontra sua amiga Elena, uma cientista russa, e seu colega Dr. Smyslov, que pergunta à Floyd sobre "coisas estranhas" ocorrendo em Clavius e de um rumor sobre uma misteriosa epidemia se espalhando pela base. O americano se recusa a responder qualquer pergunta sobre a epidemia. Sua missão é investigar um artefato recém encontrado - Anomalia Magnética Tycho Um (AMT-1). Floyd e outros vão de ônibus lunar até o artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos. Os visitantes examinam o monólito, e posam para uma fotografia na frente dele. Enquanto fazem isso, eles ouvem um sinal de rádio muito alto vindo do monólito.
Missão Júpiter:
Mas é aqui, na missão Júpiter que o filme realmente ganha suas proporções de obra lendária e forma absoluta de arte tanto pelo seu visual quanto pela mensagem transmitida. Pra começar chegamos a evolução máxima da condição humana com ferramentas em seu total potencial e funcionalidade. A missão, composta por que tem como objetivo investigar uma mensagem de rádio enviada para o planeta gigante pelo segundo monólito, dessa vez escavado na Lua. É nessa missão que somos apresentados a Dave Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) e mais importante HAL 9000, uma IA que comanda a nave e é o pai de Ash, Joshua, Skynet, Matrix, Tron e toda e qualquer inteligência artificial rebelde que conhecemos. HAL chega por vezes a ser mais humano que os pilotos da nave, possuindo o medo mais ancestral do homem, o medo da morte. Daí você já consegue imaginar os problemas que a tripulação vai enfrentar com um computador que tem consciência e medo de ser desligado…
O final do filme revela sua grandiosidade através da composição das cenas, por vezes lisérgicas, que mostram que esse foi o filme pai do surrealismo no cinema e a mensagem transmitida, bem eu terei de auxiliá-los aqui…
Pessoal, o filme passa 25 minutos sem um único diálogo, assisti-lo ainda hoje é uma experiência para todos os sentidos e convido cada um de vocês a experiencia-la.
"Open the pod bay doors, HAL."
"I'm sorry Dave. I'm afraid a i can't do that."

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13 comentários

  1. Oi Pâm, tudo bem?

    Que análise perfeita! Adorei! Eu assisti há muitos anos e lembro que foi um filme que me impactou bastante! Fique com vontade de rever agora!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Mi!
      O LP arrasa nas análises de filme, não é verdade? <3
      obaa e eu preciso mesmo é VER hehehe
      beijocas

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  2. Respostas
    1. Oba Jéssica!
      E depois vem contar pra gentee
      beijocas

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  3. Oiii, Pam!!

    Não é um filme que eu tenho muito interesse em assistir :/ Olha, eu nunca sequer ouvi falar nele kkkk Bjs,

    www.estranhoscomoeu.com

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    1. Luuuu, tudo bom?
      Ah poxa vida... mas espero que tenha gostado da super análise do LP queridão hein? ;)
      beijocas

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  4. É um fato: nunca vi e eu preciso ver! Ainda fico curiosa com esses minutos sem diálogo, parece desconcertante :D

    Beijinhos,
    AmigaDelicada.com.br

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    1. Hey Fofa!

      precisa mesmo e eu preciso tambem HEHEHEH
      beijocas

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  5. Oi
    eu já conhecia o filme, mas não lembro de ter assistido ele só sei que ele é um filme muito famoso.

    momentocrivelli.blogspot.com

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    1. Hey Denise!

      É um filme que tem muito potencial e eu preciso ver também, não assisti ainda.... rs

      beijos

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  6. Caralho LP, se superou hein! Uma pena que esse povo sem cultura não conheça o maior diretor que essa Terra já viu, mas perdoai-vos pela ignorância, agora eles tem a chance de conhecer.
    bjos LP
    HAUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUHA

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    1. LP é um manjador dos movies, isso sim!
      tá de parabens, colaborador HEHEHEH
      beijos

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  7. LP e suas resenhas fantásticas e mega completas e explicativas hahahaha adorei!! Confesso que não lembro se assisti esse filme, mas de fato ele é bem famoso! Depois dessa resenha vou ter que conferir se vi mesmo e, se não, correr pra assistir kkk
    Desculpa a demora pra responder o seu comentário! Fim de ano é uma correria danada D: mas então... olha, eu acho que é um livro válido de ler, sim, e pelo que vejo dos seus gostos, é um assunto que te interessaria bastante. Mas se você escolher comprar, tenha em mente que não existe um final concreto. O livro narra a realidade vivida nos estados unidos sob a epidemia, mostrando claramente o sofrimento dos insones e o trabalho do corpo do sono para reverter isso com as doações. É um relato. O que eu quero dizer é: Não vá com expectativas. Se você espera uma leitura fenomenal, então é melhor você não arriscar. Mas se resolver ler, algo que eu te indico ler, sim, leia sem expectativas. É o que está sendo apresentado na história e acabou. Como ler uma reportagem que te instiga a curiosidade, mas você não vai obter muitas respostas dela.

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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