[RESENHA] Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James

Postado em 24 de setembro de 2016 às 09:50 por

Hey cupcakes! Hoje é sábado-feira! As semanas de provas estão chegando e acho que vou ficar um pouquinho afastada de vocês... Mas vamos falar de livro! Hoje é dia de mais uma resenha e desta vez, de um livro que fez muito sucesso – e ainda faz, afinal, vocês já viram o novo trailer? – mas que demorei um bocado para ler, mas ainda não vi o filme. Então, depois de ler, hora de expressar um pouquinho do que eu achei, né?



Resultado de imagem para cinquenta tons de cinza livroSinopse: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela
necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

RESENHA
Ele me enche de certezas e depois me cobre de dúvidas.
Confesso que resolvi deixar o preconceito de lado – eu estou abandonando muitos preconceitos literários esse ano: livro grande, livro que todo mundo fala (bem ou mal), livro que comprei pela capa, etc. – e nesse conceito, após uma deliciosa leitura de Julia Quinn resolvi conhecer o Sr. Grey e a Srta. Steele. Deixar o preconceito de lado é um pouco difícil, ainda mais com algumas coisas que estão escritas – e não podem ser desvistas – mas sem dúvidas, tudo tem um lado positivo. 
Eu estou chorando por algo que nunca tive. Que ridículo.
Anastasia é uma universitária BEM sem graça. Mas por que, Pâm? Mal comecei o livro e foi isso que achei da personagem, sem dúvida nenhuma. O único atrativo que eu encontrei, logo de cara, foi o gosto diferenciado por literatura inglesa. E. L. James não deixa de citar autores como Jane Austen e Thomas Hardy, o que sem dúvida contou os pontos que não tinha, inicialmente, a favor da personagem.  VOLTANDO... Anastasia é uma universitária um tanto quanto comum, para não dizer mais, que cursa literatura e está nos altos dos seus vinte e poucos anos, ajudando numa loja de artigos utilitários depois do meio-dia como estágio e fazendo algumas outras atividades da faculdade durante o tempo que lhe sobra. Em diversas maneiras, uma vez que a obra é inspirada em Crepúsculo, ela se assemelha a Bella Swan: inteligente, mas do tipo normal, nenhuma característica diferente, nada tão incomum que possa diferenciá-la. Mas é aí que entra o incomum da mocinha.
A gente precisa aprender a caminhar, antes de correr.
Quando sua amiga, Kate, fica doente, sendo que tinha uma entrevista marcada com o bilionário Christian Grey, Anastasia é incumbida da tarefa de fazer a entrevista com o jovem. Qual não é a sua surpresa ao encontrar um homem, também no alto dos seus vinte e poucos anos, que apesar de parecer muito mais velho que a idade, é dono de uma beleza inegável e um poder enorme sobre seus funcionários – sem dúvidas, um homem que tem o controle. E é a partir daí, do momento que Christian pôs os olhos em Ana, que a coisa toda resolve desenrolar. Situações são criadas em que o jovem aparece rapidamente e aos poucos, uma forte conexão entre os dois é montada, sem que Ana, “inocente”, soubesse até onde iria chegar. Mas... Seria inocência mesmo? E por que Christian se esconde atrás dessa máscara fria e controladora? E esse ar tão enigmático... Quais os segredos que ele esconde? Ana estaria disposta a desvendá-los?
Eu quero muito fazer isso dar certo. Na verdade, nunca quis tanto uma coisa quanto eu quero isso.
A escrita da E. L. James se assemelha em diversos pontos com Stephenie Meyer e não é pra menos, afinal Cinquenta tons só surgiu por causa de Crepúsculo e do jovem de cabelos acobreados – outra grande semelhança entre as duas obras, afinal Christian também tem a mechas cor de cobre do Edward Cullen. A narrativa é toda no presente e em primeira pessoa, e devo dizer que faz um bom tempo que não lia um livro nesse estilo de escrita.
Contudo, apesar de se assemelhar a forma de escrita da Stephenie, devo dizer que entre as duas, prefiro a Meyer pelo desenvolvimento (principalmente em A Hospedeira, um dos meus livros favoritos da VIDA) e pelos pontos chaves dos seus personagens. Veja bem... Bella e Ana tem algo em comum, além de serem garotas BEM comuns. Elas se apaixonam por um cara de cabelos acobreados e não medem esforços para estar com eles, e esses caras, tem um segredo que vai mexer com elas, seja emocionalmente ou fisicamente. Mas Bella não é exposta às situações que Ana é, e a segunda, acaba aceitando isso numa boa - mais ou menos.
Eu poderia assistir você dormir para sempre.
Enquanto que Bella tem diversas situações em que deve ser afastada de Edward para o bem da sua vida, afinal ele é um vampiro e sua natureza é voar no pescocinho branco dela,  Anastasia precisa ficar longe de Christian para o bem... Bem, não exatamente da sua vida (também), mas de outras partes do corpo, se é que me entende.  Isso se ele não exceder e realmente colocar a vida da moça em risco. Ele poderia?
Eis que eu me perguntei diversas vezes durante  a leitura: Sério, E. L. James? Sério? Você deve estar de brincadeira, porque... Como uma moça que nunca fez nada antes pode aceitar os termos do Grey, “de boa”, ver o quarto e ficar “de boa”, e se submeter assim de boa vontade? Só na ficção mesmo, e se for ver, é o amor - apesar desse livro não focar especificamente o amor. Apesar de que... pode ter gosto pra tudo, né? Ainda assim, essas partes eu achei um pouco forçadas. Antes ela nem pensava nessas coisas,... Foi só ver o rapazinho, pensava até de ponta cabeça no teto (modo de falar!).
 O homem que adquire a habilidade de tomar posse completa da própria mente, pode tomar posse de qualquer coisa que tenha direito.
 A ideia dela ser “acordada” para ideias como beijar, por exemplo, ok, eu até entendo – sempre tem alguém que vai fazer nosso mundo virar de cabeça pra baixo, quase que literalmente – mas é algo que seja a ser muito superficial, entende?  Essa parte de ser acordada me lembra Amante Sombrio, que tem toda uma história por trás, mas ainda assim, não chega a ser essa superficialidade que eu senti ao ler. Na leitura, o início nem tanto, mas depois do primeiro encontro até sessenta por cento do livro foi muito difícil pra ler - eu não queria que Ana gostasse do Christian, ela revirar os olhos me enchia a paciência assim como morder o lábio (que saco!). Eu não gostava do Christian (e ainda não gosto, ponto). Mas devo dizer que em certo ponto da narrativa as coisas até que melhoraram, apesar dele ser do tipo controlador, ciumento e muito possessivo (meu Deus, sai daqui Grey! rs) e ter seus (TODOS) demônios pessoais, que pra variar, só começaram a ser mostrados no final da leitura (um dos motivos de ter ficado mais interessante e que vai ser desenvolvido nos volumes posteriores, provavelmente). Ana: eu gostei só em alguns momentos, na maior parte, por mim, ela podia trocar de alma e parar de revirar os olhos e morder os lábios para o Grey ficar repetindo isso - ela tem um gosto por literatura bem inusitado, não ? Mas acho que possa ter sido coisa de primeiro livro e também, sabe, uma jogada da autora.
Eu não acho que você deve fazer promessas que não pode cumprir.
Não desisti de ler a série, afinal eu tenho a trilogia completa, mas vou adiar um pouco a leitura, porque foi um livro que me deixou muito estressada na leitura e me fazia pular as cenas de sexo (sim, eu pulei, porque SIM, eu estava com o estômago revirando (parece meio exagerado, mas é verdade!), e não, eu não estava em um carro ou ônibus em movimento quando as li).
Apesar de ser uma resenha negativa, gostei da edição da Intrínseca, e de ter a minha opinião após a leitura - uma coisa é você ler, e outra é bem diferente você ver uma opinião de quem está criticando algo que não conhece.
Não quero ninguém a não ser você. Ainda não entendeu isso?
Mas e vocês? Gostam do Grey? Gostam da trilogia? Já leram ou odeiam? Vem cá e me conta ;)

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14 comentários

  1. Sábado-feira hahahaha. Nem me fale em provas! Ainda bem que esse ano as minhas são mais espaçadas, mas sem ôoor, onde aperta pra pular pro diploma logo?
    Adorei a sua resenha, Pâm! Acho que esses preconceitos são rotulados de forma muito generalizada, mas na verdade existem ~muitos livros semelhantes, a diferença é que não se tornaram famosos como Cinquenta tons de cinza.
    Legal você comparar a protagonista com a Bella, também tinha pensado nisso. Acho que todo mundo adora criticar à tal altura, mas se fez sucesso, é porque muita gente gostou e depois voltou atrás né hahaha. E sobre ser absurdo ela aceitar o que ele fazia com ela, sei lá viu... tem muita gente tapada ou mal amada por aí.
    Não li o livro, mas assisti o filme e juro que até gostei. Não "oooh, que filme bom", mas aceitável. Dentre tantos de sacanagem, ele foi bem leve. E o fim eu cheguei a conclusão que ela só aceitava por realmente amar ele, parecia mais uma história triste pelos dois se gostarem, mas terem formas diferentes de demonstrar isso, do que de fato erótico. Meio polêmico né esses livros hahaha.

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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    1. Ai, super verdade - onde clica pra pegar o diploma? Acabaram minhas provas dessa semana... só mais uma semana de provas , apresentar o tcc e XAU faculdade... entao tenho que agilizar no tcc mas ta dificil viu ?
      kkkkkk verdade!Essas menina de Cinquenta tons tudo louca #aquelas eu vi uma mocinha que eu falei do Grey ja ficou toda acesa KKKKK
      eu preciso ver o filme pra ver se é mais leve que o livro né? esses autores que gostam de ser polêmicos viu!!!
      beijocas

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  2. Oii Pam

    Eu tinha um pézinho atrás com literatura mais erótica, até conhecer alguns autores que mudaram meu conceito, ainda assim, te confesso que Cinquenta Tons não me chama a atenção. Nunca li a série mas já ouvi bastante sobre ela, e digamos que há muitos pontos com os quais eu não concordo nela e que não me resultam realistas aliás. Enfim, não é o tipo de leitura que eu penso que me convenceria, ainda assim nunca digo nunca pq sei que a gente muda e acaba se arriscando amanhã em coisas que diriamos absolutamente não hoje...rsrs

    Beijos

    unbloglitteraire.blogspot.com.ar

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    1. Alice

      Bem, isso é verdade rsrs
      eu só me arrisquei porque eu comprei e porque queria saber o que tanto o povo achava de interessante mas na achei nada de muito interessante viu?
      quem sabe nos proximos,.... srsrs
      veremos!
      beijocas

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  3. Oii!
    Eu quase não li a resenha, só por ser desse livro. hahaha
    Eu li cinquenta tons de cinza há um tempo e apesar de geralmente terminar as trilogias/sagas que eu começo, eu não tive UM PINGO de vontade de continuar a leitura e só terminei o livro porque deixar pela metade já é demais.
    Eu acho cinquenta tons de cinza bem super valorizado e nenhum personagem me cativou. A história não me convenceu e eu senti repulsa em várias partes (nada relacionado ao sexo). Eu gosto de livros eróticos, mas sinceramente prefiro meus Julias e Sabrinas.
    Beijo

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    1. Hey Dani!

      rsrsrsrs oloco!
      mas a minha resenha de 50 tons nem foi tao positiva vai KKKK NOSSA SUPER BATE AQUI kkkk dcomprtilho da sua opinião sobre 50 shades viu KKKKK kkkkkk tem uns final ta hora
      eu senti repulsa em certas cenas de sexo e pela anastasia sabe? putz menina viu KKKk
      mas casos da vida!

      beijocas

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  4. Oi Pâm

    Como fã do gênero erótico eu confesso que acho 50 tons, ao menos no primeiro volume, não me surpreende em nada, nadica mesmo rsrsrs Mas confesso que ainda quero ver o filme rsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. kkkkkkk oloco, nao sabia que nao tinha ficado surpresa com 50 tons.. EU me surpreendi de nao curtido tipo... nada? kkkk mas tudo bem!

      beijocas

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  5. Eae Pâm!!!
    Rocambole delicioso aquele hein...
    Mano, eu tava lá quando saiu essa fan fic de crepúsculo. Era pra eu inclusive gravar um video sobre, mas infelizmente ninguém quis fazer isso comigo.
    Sinceramente eu achei uma das piores histórias que eu já vi, tanto em termos de construção, quanto em adaptação e o pior nem dá pra jogar a culpa nos roteiristas, já que foi a autora quem adaptou.
    O pior é que é tão sem sal, mas tão sem sal que eu fiquei mesmo imaginando o Robert Pattison e a Kristen Stewart nos papeis.
    bjos LP

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    1. HUMMM rocambole.... Delicinha viu? Olocoo! Eu nem quis ver e ne sei se quero, mesmo tendo lido o livro KKKKK
      putz serio que cinquenta tons foi a autore que adaptou diretao? vesh kKKKKK
      pensou mais sem sal que seria ainda? rsrs
      beijocas

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  6. Assim que foi lançado e que estava todo mundo falando e lendo eu também queria ler. Mas depois que li várias resenhas, que fiquei saturada de tanto ler coisas sobre o livro a vontade de ler sumiu.
    Tanto é que ainda nem assisti ao filme. Não sei se ainda o lerei, mas pretendo assistir ao filme.
    Beijos
    http://recolhendopalavras.blogspot.com.br/

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    1. Hey Dany!

      Entao... Eu fiquei um tempão sabe, pra poder ler tanto que ja passou muito do tempo de ter lido MASSSSSS finalmente eu acabei KKKK demorou mas vamo que vamo ne?
      nao sei quando verei o filme... mas vamo esperar pra ver se terei a coragem KKK

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  7. Não curto o gênero do livro, mas falaram tanto dele que acabei vendo o filme.
    Já estou seguindo o seu blog! :)
    Beijos!

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    1. Hey Mari!

      Ai simmm!
      obrigada :D
      e gostou? rsrsrs

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