Comic's Time: A Piada Mortal

Postado em 30 de abril de 2015 às 19:51 por

Salve, salve galera. Manda LP mais uma vez e hoje estamos aqui para fazer algo diferente. Normalmente eu venho aqui e aconselho vocês a assistir algum filme que vai mexer com a percepção de vocês sobre as coisas do mundo. Que vai abrir suas mentes sobre a matéria e o conhecimento em geral do ambiente, mas hoje eu resolvi fazer algo um tanto diferente. Dessa vez eu resolvi falar do que é também uma forma de arte, mas um tanto menos vistosa que o cinema, menos vistosa, mas que no fim das contas serve como mãe das atuais e cá entre nós, principais bilheterias dos últimos anos. É meus amigos, hoje eu vou falar de quadrinhos. Eu deveria discorrer sobre o que são HQs, porem acho uma perda substancial de espaço, afinal de contas vocês podem pesquisar sobre isso na internet.
A revista na qual eu irei falar hoje trata de um personagem famoso e querido por todos que o conhecem, ou pelo menos para maioria dos fãs mais modernos, a exceção deste velho lobo que vos fala que o admira como poucos, mas fã mesmo é só do menos aceito. Este personagem é o Batman e a Graphic Novel em questão é A Piada Mortal. Normalmente aqui eu recomendaria vocês a pegarem a pipoca, entretanto há o risco de engordurarem as páginas, por isso vamos ler primeiro e comer depois, ok? A piada mortal traz Alan Moore no roteiro e Brian Bolland nos desenhos contando um dia atípico do morcego nas ruas, ou melhor telhados e arranha céus de Gotham. Nesta história vemos um confronto entre Bruce e o Coringa ambientando-se em duas esferas de certa forma distintas entre si, um confronto físico e mental. Tudo começa com Batman indo até o Asilo Arkham para ter uma conversa com o nosso maníaco sociopata preferido. E a chegada dele já é algo tão bem desenhado que inspira a imponência que só ele é capaz de impor, conforme anda pelos corredores e para diante da cela de um prisioneiro sem nome. Bruce tenta ter uma conversa séria sobre o que poderia acontecer no futuro deles, só que a conversa deles acaba sendo interrompida quando o senhor Wayne percebe que aquele à sua frente, com quem estava tentando dialogar sobre o futuro de ambos não é o Joker. Abro aqui umas aspas para que quem está acostumado com o coringa do Heath Ledger pode acabar estranhando as formas alongadas desse aqui do Bolland, mas lembre-se de duas coisas por mais que Nickolson tenham sido um ótimo coringa e até se pareça com esse, o Ledger estava em um nível simplesmente incomparável. Segunda, isso é uma HQ, formas vistosas são bem comuns, principalmente em uma história que põe duas contrapartes tão distintas entre si. Batman sempre sério e o coringa com seu sorriso maníaco. (Mais comparações assim serão feitas ao longo do texto).
Nessa mesma linha, ao passo que o escritor de Watchmen nos mostra que Batman quer saber o que vai ser de sua eterna luta com o palhaço, ele apresenta o leitor também a origem do coringa, aquela parecida com a do filme do Tim Burton, do tanque de ácido e tudo mais. Outro ponto a favor do filme do Nolan, a pegada misteriosa do passado do Coringa, quem é esse cara, de onde ele veio, por mais que em a Piada Mortal aquilo possa ser uma mentira, em o Cavaleiro das Trevas a sensação de incerteza é ainda maior...
Se pararem para pensar isso explica porque em diversos lugares o Cavaleiro das Trevas aparece como um dos filmes a serem vistos antes de morrer.
Ainda há uma terceira linha, onde o Coringa procura mostrar para o Cavaleiro de Gotham que qualquer um pode, dependendo do dia acabar ficando louco, assim como ele, assim como aconteceu com ele no passado onde uma série de acontecimentos que culminou na queda no tanque de produtos ácidos transformou um cara aparentemente comum no Coringa. E para provar sua teoria ele escolhe ninguém menos do que a pessoa mais incorruptível da cidade, o comissário de polícia James Gordon, nesse instante nós vemos as habilidades no roteiro do grande Alan Moore, porque o que o palhaço usa para afetar a mente do chefe de polícia é algo inconcebível, não só pelo que você vê, mas também pela polemica que só posteriormente foi confirmada e infelizmente não poderei comentar aqui, tudo o que posso dizer é que envolve a antiga batgirtl Barbara Gordon.
Os eventos como vão se sucedendo depois do clímax revelam o quão épica A Piada Mortal é, assim que o Batman se põe a confrontar o Coringa, assim que ele encontra Jim Gordon e este pede que prenda, que faça conforme a lei. Até o único quadro onde tudo que se vê é a silhueta do Batman e dois pontos brancos em fúria, partindo para acabar com aquilo de uma vez por todas.
Infelizmente, essa HQ cercada de polemica e com um final muito ambíguo, além de difícil de ser encontrada foi escrita de uma maneira onde todos os detalhes da história se encaixam de maneira onde fica difícil citar algo sem estragar o enredo. Mas é isso aí, espero ter trazido uma boa sugestão de leitura (afinal, sempre dá pra achar em sebos, ou online) Valeu galera, até mais.
"Só é preciso um dia ruim pra reduzir o mais são dos homens a um lunático." - Coringa.
PS: Alguém ai sentiu minha falta?

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10 comentários

  1. Eu gosto desse desenho e das histórias em quadrinhos. . Acho legal a interação entre as palavras e imagens.
    http://bhulago.blogspot.com/

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  2. Uma das minhas metas de vida: ler uma HQ!
    Eu adoro o Coringa. Acho que iria gostar desse quadrinho.
    E sim, adoro suas opiniões LP, hahaha.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  3. Olá,
    Eu não sou muito de ler HQ, confesso que não me interesso por esse tipo de livro, é raríssimo eu ler, mas gostei da resenha e das fotos.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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  4. Nem preciso dizer o quão completo e bem desenvolvido ficou o seu post, né? Eu não tenho muito o hábito de ler HQ, mas realmente existem algumas muito boas por aí

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova no blog de "Para Sir Philip, Com Amor", vem conferir!

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  5. Oi Luiz!
    Gosto muito da trilogia do Nolan do Batman, e já li (e gostei) trechos de A Piada Mortal.
    Alan Moore é mesmo sensacional, vide V de Vingança.
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

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  6. Oi! ^^
    Gostei do post! Nunca fui muito fã de HQ. Acho que nunca peguei uma pra ler. O mais perto que cheguei foi uma do Corvo (The Crow - James O'Barr.) porque eu era muito fã da série de TV e quis ler a HQ, mas não me apaixonei.
    Quem sabe um dia...

    Beijussss;
    https://facebook.com/BlogMenteHipercriativa
    http://hipercriativa.blogspot.com.br/

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  7. Oi LP!!! Td bem???

    Posso confessar, nunca li uma HQ (tá, eu li turma da mônica, mas é diferente!!)
    E na verdade eu nunca tive uma PUTA vontade... mas eu curti essa "Piada Mortal", eu adoro o Batman... mas só conheço dos filmes (acho que vi todos... mesmo!) Sei lá... será que eu me arrisco nessa leitura de quadrinhos?? Nunca tentei! Mas agora fiquei interessada...

    Pânzinha!.... Saiu sua participação lá no post "Radicalizando" Lembra?
    Se você for mesmo participar do projeto de fotos, me avisa .... pq aí eu faço um link pra cá no post! Me avisa!!

    Bjinhos para os dois!!
    JuJu
    As Besteiras Que Me Contam


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  8. Sou tipo a juju acima:

    nunca li HQ e nunca tive aquela vontade imensa. Embora curta bastante o batman, os filmes, produtos, desenhos...

    beijo
    beinghellz.blogspot.com

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  9. Oi, Luiz!

    Rapaz, eu nunca li nenhuma HQ na vida! Só conheço Batman e Coringa dos filmes e olhe lá!
    Eu fico de boca aberta com teus posts! :O
    Fico imaginando como é conversar com você pessoalmente...você destrincha tudinho e faz até quem não entende nada do que você está falando entrar na tua onda! (com exceção do post sobre Lucy! hahahahah)

    Beijão
    - Tamires
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

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  10. Que louco! Nunca li HQ desse estilo, mas parece legal!
    Beijo

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